Mandou Bem – Lá na Serra Gaúcha …

” Com o desmatamento da região, os pássaros desapareceram! Começamos um esforço para trazê-los (os pássaros) de volta. E conseguimos!”

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Estamos falando de Gramado,
do casal Lineu e Marilu Kern e d
o Projeto PLANTAS E PÁSSAROS….

” Criamos o projeto com um único objetivo: plantar árvores nativas e frutíferas da região
visando oferecer aos pássaros alimento  direto da fonte.  
Hoje, além de um belo pomar,
muitos pássaros que tinham desaparecido com o desmatamento, voltaram.”  fala Marilu Kern

 Como tudo começou …
” Lineu é engenheiro mecânico e trabalhou até  2002 em São Paulo numa holding, que nessa época,  
já trabalhava questões de responsabilidade com o meio ambiente. 
Quando voltou aqui para o Sul, já trazia com ele  essa preocupação. 
Em 2003 , comprou essa pousada e uma área ao lado, que era um terreno desmatado.
Já tinha em pauta ampliá-la.
A pousada tinha outro nome , já passou por várias reformas,
era muito menor e a área desmatada hoje  é uma área recuperada.

Em 2005, conheci  Lineu e nos casamos.
A minha relação com o meio ambiente, com a terra, vem de  criança – meus pais são agricultores. 
Como professora de história, trabalhando com crianças,  me incomoda ver o quanto elas estão longe do
convívio com a natureza, com os animais e da cultura local …. 

 Tivemos a preocupação de proporcionar aqui no Hotel, esse convívio,
para eles saberem de onde vem o leite, os ovos da galinha ….  Elas adoram o nosso Mini-Zoo!
não são só as crianças que estão perdendo esse contato com a natureza.
Por isso nós procuramos oferecer essa experiência a todos,
através do contato mais próximo com a terra, na nossa horta, pomar, no convívio com a flora e fauna locais ….. “

Trazendo de volta os pássaros…
” Com o desmatamento da região, os pássaros desapareceram! Começamos um esforço para trazê-los  de volta.

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Inicialmente, eu  colocava frutas para atraí-los,  até que lendo livros de vários ornitólogos,
eles alertam para o problema que podemos gerar aos pássaros, pensando que estamos fazendo algo de bom.
Podemos tirar o instinto deles buscarem o próprio alimento na natureza.

Foi assim que decidimos criar o Projeto PLANTAS E PÁSSAROS com um único objetivo: plantar árvores nativas e frutíferas da região visando oferecer aos pássaros alimento  direto da fonte.
Hoje, além de um belo pomar, muitos pássaros que tinham desaparecido com o desmatamento, voltaram.

 Aprendi a fotografar com meu esposo, que também é apaixonado pelos animais silvestres .
Começamos os dois a fotografar e catalogar.
Já registramos mais de 40 espécies de aves silvestres  na área do Hotel, que não eram vistas há anos.
Hoje disputamos quem tira a melhor foto…..” -
fala Marilu

 Veja alguns dos lindos frequentadores habituais do “Bangalôs da Serra” .

Pica-pau-branco - Nome científico: Melanerpes candilus - Habitat: Região Sul, Centro-oeste, Tocantins e Maranhão. Fácil de ser identificado pela coloração preponderantemente branca. Vive em bandos, pousando com frequência em árvores mortas. O bando pode realizar voos longos e altos, emitindo seu grito característico “irro...irro...irro” - Tamanho: 30 cm

Pica-pau-branco – Nome científico: Melanerpes candilus – Habitat: Região Sul, Centro-oeste, Tocantins e Maranhão. Fácil de ser identificado pela coloração preponderantemente branca. Vive em bandos, pousando com frequência em árvores mortas. O bando pode realizar voos longos e altos, emitindo seu grito característico “irro…irro…irro” – Tamanho: 30 cm - Foto: Lineu Kern

Maria Faceira - Nome científico: Syrigma sibilatrix - Habitat: Regiões Sul e Centro-oeste. Vive geralmente solitária ou aos pares. É comum em áreas abertas, pastos e plantações. Quando em voo, emite um canto característico. Alimenta-se de pequenos animais - Tamanho: 70 cm - Foto: Lineu Kern

Maria Faceira – Nome científico: Syrigma sibilatrix – Habitat: Regiões Sul e Centro-oeste. Vive geralmente solitária ou aos pares. É comum em áreas abertas, pastos e plantações. Quando em voo, emite um canto característico. Alimenta-se de pequenos animais – Tamanho: 70 cm – Foto: Lineu Kern

Sanhaço-papa-laranja - Nome científico: Pipraeidea bonariensis - Habitat: Região sul do Brasil, alimenta-se de frutas - Tamanho: 18 cm. - Foto: Marilu Bielski Kern

Sanhaço-papa-laranja – Nome científico: Pipraeidea bonariensis – Habitat: Região sul do Brasil, alimenta-se de frutas – Tamanho: 18 cm. – Foto: Marilu Bielski Kern

 Jacuaçu - Nome científico: Penelope obscura - Habitat: Litoral e será da região Sul. Alimenta-se de sementes, frutos e artrópodes. Quando assustada emite forte grito (Ra-aaa). Vive em pequenos grupos de 3 a 4 indivíduos - Tamanho: 75 cm - Foto: Lineu Kern

Jacuaçu – Nome científico: Penelope obscura – Habitat: Litoral e será da região Sul. Alimenta-se de sementes, frutos e artrópodes. Quando assustada emite forte grito (Ra-aaa). Vive em pequenos grupos de 3 a 4 indivíduos – Tamanho: 75 cm – Foto: Lineu Kern

Pica-pau dourado - Nome científico: Piculus aurulentus - Habitat: Região Sul e serra. Pode ser encontrado em matas contínuas ou paisagens fragmentadas. Seu canto é bem característicos por gritos (i-i-i) - Tamanho: 20 cm - Foto: Lineu Ricardo Kern

Pica-pau dourado – Nome científico: Piculus aurulentus – Habitat: Região Sul e serra. Pode ser encontrado em matas contínuas ou paisagens fragmentadas. Seu canto é bem característicos por gritos (i-i-i) – Tamanho: 20 cm – Foto: Lineu  Kern

Caracara - Nome científico: Caracara plancus - Habitat: Todo o Brasil. Come vertebrados, artrópodes e carniça. Espécie característica de lugares abertos - Tamanho: 60 cm
Caracara – Nome científico: Caracara plancus – Habitat: Todo o Brasil. Come vertebrados, artrópodes e carniça.
Espécie característica de lugares abertos – Tamanho: 60 cm

Gralha azul - Nome científico: Cyanocorax caeruleus - Habitat: Região Sul do Brasil. Alimenta-se principalmente do pinhão, sendo o principal responsável pela disseminação das sementes das araucárias, os pinhões, dos quais se alimenta - Tamanho: 39 cm -  Foto: Lineu Kern

Gralha azul – Nome científico: Cyanocorax caeruleus – Habitat: Região Sul do Brasil. Alimenta-se principalmente do pinhão, sendo o principal responsável pela disseminação das sementes das araucárias, os pinhões, dos quais se alimenta – Tamanho: 39 cm - Foto: Lineu Kern

Saíra-preciosa - Nome científico: Tangará preciosa - Habitat: Região sul do Brasil, a fêmea apresenta coloração semelhante ao macho, porém com o dorso e as asas esverdeadas. Alimenta-se de artrópodes e frutos. - Tamanho: 15 cm - Foto: Marilu Ana Bielski Kern
Saíra-preciosa – Nome científico: Tangará preciosa – Habitat: Região sul do Brasil, a fêmea apresenta
coloração semelhante ao macho, porém com o dorso e as asas esverdeadas.
Alimenta-se de artrópodes e frutos. – Tamanho: 15 cm – Foto: Marilu Ana Bielski Kern

 Azulão - Nome científico: Cyanoloxia brissonii - Habitat: Região Sul do Brasil. Sendo pássaro procurado pelos traficantes, é cada vez mais difícil ouvir seu belo canto. Vive normalmente aos pares. Alimenta-se de sementes e grãos. Faz um ninho frágil de gravetos, em formato de xícaras, localizado em arbustos baixos - Tamanho: 16 cm - Foto: Marilu  Kern
Azulão – Nome científico: Cyanoloxia brissonii – Habitat: Região Sul do Brasil.
Sendo pássaro procurado pelos traficantes, é cada vez mais difícil ouvir seu belo canto.
Vive normalmente aos pares. Alimenta-se de sementes e grãos.
Faz um ninho frágil de gravetos, em formato de xícaras, localizado em arbustos baixos – Tamanho: 16 cm – Foto: Marilu Kern

Saí Azul  - Nome científico: Dacnes Cayana - Habitat: Todo o Brasil. Vive em casais ou pequenos grupos, realiza manobras de forrageio acrobáticas, pendurando-se nos galhos com frequência. Alimenta-se de frutos, artrópodes e néctar - Tamanho: 13 cm -Foto: Marilu Kern

Saí Azul – Nome científico: Dacnes Cayana – Habitat: Todo o Brasil. Vive em casais ou pequenos grupos, realiza manobras de forrageio acrobáticas, pendurando-se nos galhos com frequência. Alimenta-se de frutos, artrópodes e néctar – Tamanho: 13 cm -Foto: Marilu Kern

Outra coisa muito legal …

“ Sempre ouvi que os beija-flores não apareciam na época em que as temperaturas ficam  muito baixas.
Para nós, aqui no Sul o inverno é uma estação sem flores, mas descobri a ”tocha” que é uma flor vermelha, a única que floresce nessa época. E não é  que num só dia vimos mais de 30 beija-flores nos nossos canteiros de “tocha”.
É só ter alimento, que eles vem.”

Olha que espetáculo!

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 Fica aqui o convite não só para conhecer, outras práticas sustentáveis do ” Hotel Bangalôs da Serra”,
mas também a beleza e todos os “mimos” que eles nos oferece!.

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 É um show de charme, beleza e sustentabilidade!
O link …

Para ver mais em Ambiente:

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Tecnologia – água & energia, o link …
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