É só fazer um carinho que a natureza retribui…

Projeto de reflorestamento, no noroeste da China, tem promovido o retorno de animais que haviam desaparecido.

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É só fazer um carinho que a natureza retribui.
A China tem um projeto, em andamento há décadas, para aumentar a quantidade de terras cobertas por florestas
para 23% da área total do país até o final da década, fazendo parte de um projeto maior para investir em
proteção ambiental e combater as mudanças climáticas.

Na área da Floresta de Ziwuling na província de Shannxi, noroeste da China,
já se pode observar os benefícios do espaço verde para as pessoas, como o ar mais limpo e melhores resultados de saúde mental, além de ter promovido o retorno de animais raros que haviam desaparecido.
Usando câmeras infravermelhas colocadas em campo, pesquisadores da Universidade de Pequim documentaram a presença de muitas espécies raras, incluindo a maior população de leopardos norte-chineses já registrada na região.

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“A reserva natural tem uma grande população de javalis e corços, bem como animais carnívoros de pequeno e médio porte, como ocelotes e raposas vermelhas”, disse Feng Limin Feng, professor associado da Universidade Normal de Pequim, à China Plus.

Os cientistas que trabalham na região documentaram a presença de 263 espécies diferentes, incluindo oito espécies criticamente ameaçadas e 29 espécies ameaçadas. Esta comunidade ecológica diversificada representa um grande progresso para uma região que sofreu com o desmatamento.

Se não fosse pela proteção ambiental que assumimos, é provável que nenhum desses animais teriam sobrevivido”, disse Feng.

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Uma história muito “fofa”, falando de amor e flores

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O casal de agricultores, Kuroki , viveram  felizes toda a sua vida  em Shintomi, na região de Miyazaji, no Japão rural.
Mas tudo mudou quando a senhora Kuroki perdeu a sua visão, aos 52 anos, por complicações derivadas da diabetes.
Aí veio a depressão e ela acabou se isolando.

Durante algum tempo, o senhor Kuroki, tentou animar a sua esposa, sem resultado.
Até que um dia, ao olhar para uma flor , cor-de-rosa (shibazakura) no seu jardim,
percebeu que a flor tinha um perfume delicioso.
E, se criasse um campo enorme de shibazakuras?
Talvez com o seu perfume,  as pessoas que fossem atraídas àquele local e poderiam animá-la.

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Durante dois anos, Kuroki seguiu este plano à risca, transformando a sua casa num mar de flores rosa.
Agora, mais de uma década depois de as primeiras sementes terem sido plantadas,
o campo de flores atrai cerca de 7.000 pessoas por dia de finais de Março até ao final de Abril.
E a senhora Kuroki, finalmente, voltou a sorrir.

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Pesquisador inglês, recriou obras clássicas para chamar a atenção sobre os problemas trazidos pelo desmatamento.

Arte e desmatamento

Obra original: “ Oliveiras com o Céu Amarelo e o Sol” – Van Gogh

” Não acho que a ciência e a arte são tão distantes como muitas pessoas pensam.
Os melhores artistas e as melhores cientistas têm em comum uma curiosidade insaciável,
um desejo de ir além dos pensamentos estabelecidos
e a capacidade de ver o mundo de forma diferente”, esclarece o professor.
Eu dou a última palavra para Albert Einstein: ‘A imaginação é mais importante que o conhecimento’” – Iain Woodhouse 

Foi através da arte, que o pesquisador e professor inglês da Universidade de Edimburgo, Iain Woodhouse ,
encontrou uma forma de chamar a atenção para os problemas causados pelo abate de árvores no planeta
e também para a questão estética: recriou obras clássicas de conceituados pintores com uma ‘pequena’ alteração -
na sua nova versão as árvores foram retiradas das pinturas.
Van Gogh, John Constable e Georges Seurat
são alguns dos pintores cujas obras foram recriadas pelo britânico.

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“ Eu amo as florestas.
Amo porque eles são esteticamente bonitas,
mas também as adoro pelo seu papel regulador do clima do mundo (eles tomam o CO2 da atmosfera)
e pelo seu papel no apoio à vida das pessoas (cerca de 1,4 bilhões de pessoas, quase um quarto da população mundial,
dependem de florestas para uma parte importante de seu sustento).
O desafio que enfrentamos agora é que as florestas do mundo estão sob ameaça.
O desmatamento é responsável por 17% do orçamento global de gases de efeito estufa.
Uma área de floresta do tamanho de um campo de futebol é destruída a cada poucos segundos.

” O desmatamento da Amazônia um dos casos mais mediáticos, dada a sua extensão e importância em termos ambientais, ameaçando-se vários ecossistemas e uma vasta biodiversidade.  Mas não é um caso único.

” Minha contribuição para enfrentar este desafio é através de sensoriamento remoto,
o uso de medições terrestres e de satélites para nos ajudar a mapear,
monitorar e compreender as florestas e uso da floresta.

Minha pesquisa tem como objetivo o desenvolvimento de formas novas e eficazes
de medir as propriedades estruturais de uma floresta – como medir a altura da floresta, a biomassa florestal
(e, portanto, a quantidade de carbono é armazenada lá)
ou complexidade estrutural (que tem alguma relação com a biodiversidade).
Através do meu ensino, atividades de capacitação e intercâmbio de conhecimentos,
pretendo construir o conhecimento dos cientistas atuais e futuros tomadores de decisão a fim de que eles fiquem melhor equipados para proteger as florestas do mundo.” –
Iain Woodhouse”

Atualmente Iain Woodhouse tem se dedicado a 4 projetos de pesquisa,
a Capacitação e Intercâmbio de conhecimentos,
além de uma iniciativa na África que consiste em oferecer a crianças Malaui
a plantarem as suas árvores – suas, literalmente,
porque cada planta é batizada com o nome da criança que a semeou.

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