Mandou Bem – histórias inspiradoras

Como uma pequena aldeia de pescadores na Índia, resolveu o problema de plástico nas suas redes de pesca, contribuindo para a limpeza dos oceanos.

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 Kollam, uma pequena vila de pescadores no estado de Kerala, no extremo sul da Índia, vinha enfrentando um problema que conhecemos bem. Os pescadores estavam cansados de pegar mais lixo plástico do que peixes em suas redes.

Como a cidade não tinha nenhuma usina de reciclagem ou coleta de lixo, os pescadores não podiam fazer nada além de reclamar e jogar o plástico de volta ao oceano. Foi quando Peter Mathias, líder de um sindicato de proprietários de barcos de pesca na região, decidiu parar de reclamar e achar uma solução.

No verão de 2017, ele procurou à ministra da Pesca se ela poderia criar uma maneira de reciclar o plástico que encontravam. Ela, por sua vez, entrou em contato com cinco outros departamentos do governo.

O departamento de engenheiros civis concordou em construir uma usina de reciclagem e o departamento de empoderamento de mulheres encontrou trabalhadoras para fazer a usina funcionar, oferecendo às mulheres uma chance de ganhar dinheiro em um cenário econômico em que a maioria dos empregos, como a pesca, é vista como masculina.

Agora, Peter e outros 5.000 pescadores coletam todo o plástico preso em suas redes e, em vez de jogá-lo de volta ao mar, entregam à reciclagem. Desde agosto de 2017, eles coletaram 65 toneladas de plástico. Trinta mulheres então trabalhando, limpando e separando o plástico. Como grande parte é degradada demais para ser tradicionalmente reciclada, é triturado e vendido para as equipes de estrada para fortalecer o asfalto.

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Como driblar as dificuldades em uma região que desfruta desse espetáculo, mas que por outro lado, tem  condições pouco favoráveis para o cultivo de alimentos.

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Fico maravilhada cada vez que conheço um projeto que dribla as dificuldades.
Imagina viver em um lugar que te presenteia com esse visual! Fica na Floresta Boreal esférica no Noroeste do Canadá.
Apesar da beleza, durante o inverno, com apenas seis horas do dia, aurora boreal e um pôr-do-sol às 15h30, dá para imaginar que as condições não são favoráveis para o cultivo de alimentos. O interessante é driblar as dificuldades e achar soluções.

O projeto é do Northern Farm Training Institute (NFTI) fundado em 2013 com o objetivo de treinar pessoas em comunidades isoladas para cultivar seus próprios alimentos e restaurar os sistemas alimentares e criar suas próprias fazendas.

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A fazenda consiste em jardins ao ar livre, uma estufa de aro e uma estufa de cúpula geodésica. Na fazenda vivem rebanhos de ovelhas, gado, porcos, cabras e galinhas, com um celeiro de animais, cozinha industrial e fazenda. Tudo isso é cercado por um rio, próximo a campos, florestas e lagoas.

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A agricultura no NFTI concentra-se em alimentos regenerativos, holisticamente cultivados que melhoram a saúde da terra e da vida selvagem. A fazenda é completamente orgânica e usa táticas como lavoura mínima e apoia a biodiversidade e a saúde do solo para ajudar a manter um ambiente saudável. A fazenda produz uma variedade de cerejas, ervas, verduras, cenouras, beterrabas, feijões, batatas, rabanetes e vegetais .

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Para dar suporte adicional, utilizam produtos que estão sendo jogados fora por supermercados locais para alimentar seus porcos, que são usados para ajudar a limpar a terra para a agricultura, e as ovelhas ajudam a eliminar a erva daninha e fertilizar as áreas de pastagem.

Durante o inverno, cultivam as mudas dentro de suas estufas, usando neve para regar as plantas. A luz solar que salta da neve fora cria um efeito de iluminação ideal para as plantas em crescimento. E a fazenda coleta e usa papel descartado pelas comunidades locais para manter os animais aquecidos. Também tem aulas para produção de queijos e aulas de armazenamento de alimentos.

O objetivo da fazenda pode ser resumido como: “Juntos podemos transformar o norte do Canadá. A agricultura regenerativa é a chave para a nossa segurança alimentar, crescimento econômico e restauração ambiental. “

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 A advogada boliviana Ingrid Diez em 14 anos, construiu 300 casas de utilizando garrafas pet para pessoas que vivem em extrema pobreza.

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O projeto se chama Casas de Botellas,
é resultado de uma pesquisa com o objetivo de encontrar uma maneira eficiente de usar garrafas de vidro, cimento, lima, areia, cola, sedimentos e resíduos orgânicos, e principalmente as garrafas  PET.

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Sua primeira casa, tinha 170 metros quadrados e nela foram reutilizadas  36.000 garrafas Pet de 2 litros.
Após 14 anos, Ingrid garante que é possível construir uma casa em apenas 20 dias, com a ajuda dos seus futuros moradores,
num mutirão.  No total, já foram construídas 300 casas para pessoas que vivem em extrema pobreza.

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O seu projeto já transformou a vida de pessoas na Argentina, México, Panamá, Uruguai e da própria Bolívia.
Se quiser ver mais …

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Para ver mais em Ambiente:

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